A pessoa percebe uma mancha esbranquiçada ou avermelhada crescendo no canto do olho em direção à pupila. Às vezes coça, às vezes irrita, às vezes não incomoda em nada. O diagnóstico chega: pterígio. E junto com ele, a dúvida: precisa operar?
A resposta depende do estágio, dos sintomas e, principalmente, do risco que a lesão representa para a visão. Nem todo pterígio precisa de cirurgia, mas alguns não podem esperar.
Neste artigo explico o que é o pterígio, por que ele se desenvolve e como é decidido o momento da cirurgia.
Pterígio é um crescimento anormal de tecido conjuntival, a membrana que recobre o branco do olho, que avança sobre a córnea, a parte transparente central do olho. Ele tem formato triangular, com a ponta voltada para a pupila, e costuma surgir no canto interno do olho, embora possa aparecer no canto externo também.
Não é um tumor maligno. É uma alteração benigna, mas que pode progredir e comprometer a visão quando atinge a zona central da córnea ou quando distorce sua curvatura, gerando astigmatismo.
A causa principal é a exposição crônica à luz ultravioleta. Por isso o pterígio é mais comum em pessoas que trabalham ou vivem muito ao ar livre, em climas quentes, em regiões de alta altitude ou próximas ao mar, onde a reflexão da luz é intensa.
Outros fatores que contribuem:
O pterígio é mais prevalente em pessoas entre 20 e 40 anos, mas pode aparecer em qualquer faixa etária com exposição solar significativa.
Em estágios iniciais, muitos pterígios são assintomáticos e são descobertos em consultas de rotina.
Nem todo pterígio precisa ser operado. A cirurgia é indicada quando:
Pterígios pequenos, estáveis e assintomáticos podem ser apenas monitorados com consultas regulares e medidas de proteção solar.
Não use colírios vasoconstritores para reduzir a vermelhidão do pterígio sem orientação médica. Eles mascaram o sintoma temporariamente e podem piorar a superfície ocular com o uso prolongado.
Não adie a avaliação porque o pterígio não dói ou não incomoda. O crescimento silencioso pode atingir a zona visual antes que os sintomas apareçam. E não abandone a proteção solar após a cirurgia: o pterígio pode recorrer sem proteção adequada.
O pterígio é uma condição tratável, e quando abordado no momento certo, o resultado da cirurgia é muito bom. O acompanhamento regular com especialista é o que garante que a intervenção, quando necessária, aconteça antes de qualquer comprometimento visual.
Escrito por Dra. Bárbara Merlo · Oftalmologista · CRM-SP 256087 · RQE 125035 · CRM-RS 47537 · RQE 43683.
Compartilhe:
Percebeu algo crescendo no seu olho ou tem sintomas persistentes de irritação? Agende uma avaliação em São Paulo (Faria Lima) ou Bento Gonçalves (RS).
Atendimento especializado em duas unidades na capital. Fale com minha equipe e vamos indicar o local mais adequado para o seu caso.
Cuidado humanizado no Centro de Bento Gonçalves. Fale com minha recepção no Sul e agende sua consulta com atenção personalizada.